ucilene era uma bela moça. educada, inteligente sempre procurando se tornar util e prestativa.Era uma pessoa do bem, muto querida pelos parentes e amigos,por isso ningeum entendia porque jucilene não conseguia ter um relacionamento amoroso que fosse duradouro.
Todos seus namoros acabavam no primeiro beijo.
As pessoas perguntavam porque isso acontecia mas Jucilene sempre se esquivava,desconversava e não respondia.
Se as pessoas soubessem que Jucilene tinha um dom que a fazia terminar os namoros no primeiro beijo
Jucilene beijava com olhos abertos e quando estava beijando conseguia ver seu futuro com o rapaz que beijava ,e com nenhum deles gostou do que viu.
O tempo passava e Jucilne continuava sozinha.
Herdou dos pais uma pequena livraria e ali fez seu castelo.
Seus melhores amigos eram os livros,estava sempre lendo ou relendo.Gostava das historias que falavam de viagens em lugares magicos e ela então viajava nas palavras dos escritores .
Ao seu modo era uma pessoa que vivia um vida feliz,pacata sem grandes ambiçoes, a não ser um novo livro.com uma bela historia.
Mas aconteceu que em um dia de primavera,a porta da livraria se abriu e alguem entrou..
Era um jovem soldado,com um semblante que não condizia com a farda.Estava mais para um poeta do que para alguem das armas.
-pois não?-disse Jucilene
-boa tarde, estou procurando um livro que li ha muito tempo atras,o nome é algo como "o juizo final", se passa na França,.O livro descreve quando as trombetas do juizo final tocam e os mortos se levantam de seus tumulos e começam a viver outra vez, e contam a convivencia entre eles,assim tipo Napoleão convivendo com De gaulle e por aí vai.
A estoria começa quando um jornalista morre em um acidente aereo.....vc conhece este livro.?
-Não ,mas ja estou curiosa para conhecer.Vou pesquisar, e se o sr.
puder me dar umas 48 horas talvez eu consiga uma resposta .
-Esta bem.Voltarei em 2 dias então.Ate lá, senhorita?
-Jucilene,me chamo Jucilene
-Meu nome é Arlon, então ate breve e obrigado.
e se foi fechando a porta atras de si-
- por nada,.balbucionou Jucilene, .
Durante os dois dias seguintes Jucilevne se empenhou na pesquisa.Consultou varias bibliotecas de todo país, professores de literatura,escritores ,jornalistas e nada.Ninguem conhecia o livro.
Conformada Jucilene aguarou a volta de Arlon para lhe comunciar do seu insucesso,porem ele não apareceu no dia combinado.E nem no dia seguinte, nem na semana seguinte , passaram-se meses, mas ele não voltou.
Jucilene nesse tempo continua a sua procura por conta propria.O pouco que saía de casa de antes de conhecer Arlon,tornou-se nada.Ficava trancada dia e noite na livraria,.Até que numa das inumeras noites de insonia pareceu ouvir algo como um sussurro
-Com certeza, é o vento por alguma fresta fazendo o som.
Mas ficou atenta escutando e pode ouvir no vento-:" escreva o livro que ele virá".
-Eu?? escrever o livro que Arlon procura?
Mas como?
Jucilene sabia que se tratava do dia do juizo final ambientado na França e como o livro começava, atraves de um acidente aereo com um jornalista.
Mas como seria a historia realmente?
Então uma noite.em um sonho Arlon apareceu e começou a contar para ela como era a historia do livro e como eram seus personagens.
Quando acordava ela lembrava de tudo do sonho,a presença de Arlon era tão real assim como os lugares onde se encontravam no sonho para conversar sobre o livro
Jucilene então começou a escrever....
Um dia preocupados com Jucilene que não abria a livraria e nem era mais vista algumas pessoas resolveram procurar por ela.
Bateram insistentemente na porta da livraria ate que uma Jucilene,pálida e fraca ,os atendeu.
-A livraria esta fechada,disse Jucilene
-Esta bem, mas viemos aqui porque estamos preocupados com sua ausencia.Voce esta tão magra e abatida.Voce esta doente?-perguntou Dona Lirinha,dona da farmacia em frente a livraria-precisa de alguma coisa?
-Não.apenas estou me dedicando a escrever um livro-respondeu Jucilene.
Foi quando as pessoas notaram as paredes da livraria todas escritas com a mesma frase:"-preciso me apressar e terminar o livro para quando ele chegar"
-Jucilene,voce esta escrevendo um livro para alguem que vai chegar?-perguntou D.Lirinha
-sim-respondeu Jucilene ,sentando -se no chão entre os papeis e rascunhos.
-Quem vai chegar Jucilene?
-Um cliente,chamado Arlon
-O Arlon soldado?-perguntou assustado Enrico o dono da padaria,que foi um dos primeiros a sentir a falta de Jucilene a quem conhecia desde de criança
-Sim! O Arlon me pediu um livro,como não encontrei ,resolvi escrever livro para dar a ele quando voltar..Voces sabem de uma coisa interessante-perguntou Jucilene olhando para as pessoas com um sorriso de criança no rosto-Quando eu durmo parece que escuto a voz dele me contando como e´o livro, os personagens e suas historias, quando acordo vou anotando e escrevendo.Mas de vez em quando ele some dos meus sonhos e passa muito tempo sem aparecer,.Eu durmo aguardando ansiosa a continuação da historia do livro.-disse Jucilene
As pessoas se olharam e sentaram-se no chão ao lado de Jucilene.
O padeiro então se aproximou ,pegou sua mão com carinho e falou calmamente:
-O Arlon soldado morreu ha muito tempo.Ele teve um acidente aéreo na França pouco depois de ter deixado a cidade.Eu conhecia ele porque sou amigo da familia e essa senhora que esta aqui é a mãe dele.
Ele ja morreu ha muitos anos Jucilene.-falou o padeiro
-Não pode ser,ele esteve comigo ha pouco tempo e disse que voltaria em 2 dias para saber a resposta do livro-retrucou Jucilene -deve ser um outro Arlon
A senhora então tirou uma fotografia da bolsa e mostrou a Jucilene dizendo:
-Meu filho Arlon era um soldado e morreu em um acidente aéreo,é o mesmo Arlon que o Enrico se referiu,esta é a foto mais recente que tenho dele antes de nos deixar
Jucilene olhou para a foto e reconheceu Arlon.Era o mesmo soldado que encomendou o livro e que estava lhe contando as historias nos seus sonhos.
Sentiu uma tristeza enorme invadir seu coração
Então Jucilene mentiu:
-não é o mesmo,esse é outro Arlon.
Mas,a partir de amanhã reabrirei a livraria podem ficar tranquilos.Agora peço que se retirem,agradeço a preocupação.
As pessoas sairam e ela fechou a porta.
E nunca mais abriu...
Depois de um tempo ,uma noite a livraria pegou fogo.
Não sobrou nada da loja e nenhum livro.
Não encontraram o corpo de Jucilene e ninguem mais soube dela.
pccmagdalena
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